CONSTANCIA NÈRY TradicionalMente

revela, através da arte, lembranças de Manifestações Folclóricas


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terça-feira, 19 de março de 2019

13. A NOIVA VIÚVA

Óleo s/tela/ 50x40 cm
3.400,00€

“A Noiva Viúva"

Nas cidades do interior do Brasil, os inúmeros contadores de estórias mantinham vivas as tradições de cunho popular. Dessa variada documentação, destaca-se a lenda da noiva viúva, contada nas regiões paulista-mineira-matogrossence: Rosário, depois de um noivado que durou 18 anos, viu morrer o amado, na noite de núpcias. Enlouqueceu e passou a buscar consolo na solidão da noite e no seu rosário feito com as lágrimas da sua dor. A "Noiva Viúva" é lenda universal. Em Portugal, a lenda da "Viúva do Ribeiro da Comenda", mostra uma linda jovem, cujo noivo fazendeiro morre na noite das núpcias, após um noivado de vinte anos. Em profunda tristeza e muito vingativa, ela aparece às sextas-feiras a passear no Ribeiro da Comenda, vestida de noiva de luto, a praguejar contra os casais de namorados. Fonte: registo na mente da artista.

12. VITÓRIA RÉGIA

Óleo s/tela/ 60x50 cm
5.000,00€

"Vitória Régia"

Contava-se, nas tribos indígenas, que a Lua, ao anoitecer, beijava e enchia de luz os rosto das virgens índias da aldeia e as escondia atrás das montanhas, onde as transformava em estrelas. A linda índia Naiá sonhava ser chamada pela Lua. Ao ver refletida a imagem da amada lua nas águas do lago, cega pelo seu sonho, lançou-se nas águas e se afogou. A Lua, compadecida, recompensou a bela índia e a transformou em "estrela das águas" - a Vitória Régia. Linda, única e perfeita, exibe grandes flores perfumadas, que só abrem suas pétalas brancas ao luar e, à luz do sol, mostram a cor rosada. Há registo de que o nome da maior planta aquática do planeta foi dado pelo botânico inglês Lindlev, em homenagem à soberana inglesa. Suporta até 45 quilos, mede 1,80m diâmetro e vive em lagos, lagoas e rios de águas tranquilas, no Amazonas, Brasil. Fonte: registo na mente da artista.

11. ESPANTALHOS

Óleo s/tela/ 50x70cm 
5.850,00€

“Os Espantalhos”

A fim de protegerem as plantações antigamente e, ainda hoje, nas regiões longínquas de todo o Brasil, os fazendeiros produziam bonecos de trapos, com feições severas, olhos grandes, mãos crispadas, representando o fazendeiro dono das plantações, para assustar e afugentar os pássaros que, regularmente, comiam as folhas e os frutos.  Os espantalhos dançavam ao vento, levantavam os braços e os pássaros fugiam assustados. Mas, depois de algum tempo, os pássaros descobriam a trama humana. Fonte: registo na mente da artista.

10. ALECRIM DOIRADO

Óleo s/tela/ 40x30cm
500,00€



"Alecrim Doirado" 
A famosa dança infantil, de roda, ciranda, conhecida em todo o Brasil, teve origem em Portugal, como esta do famoso músico Villa Lobos - educ.infantil:
ALECRIM Alecrim, alecrim doirado/ Que nasceu no campo/ Sem ser semeado. (repete) Oh! Meu amor / Quem te disse assim / Que a flor do campo/ É o alecrim? / Alecrim, alecrim aos molhos, Por causa de ti/ Choram os meus olhos. Alecrim do meu coração/ Que nasceu no campo/ Com esta canção. Oh! Meu amor...

9. ALAMOA É A COLOMBINA?

Óleo s/tela/ 80x50cm
8.000,00€

 “ Alamoa é a Colombina ?” 
Lenda da ilha Fernando de Noronha que, antigamente, abrigava um presídio. Os detentos contavam que, às vérperas das tempestades, à meia-noite, aparecia na praia uma mulher estrangeira, lindíssima, pele muito branca, cabelos loiros. Nua, dançava como louca, pela praia, molhada pela chuva, ao som dos trovões. Iluminada pelos relâmpagos, flutuava sobre a areia.  As mães aconselhavam os filhos a não saírem a passear nessas noites perigosas, especialmente (em algumas regiões) no Carnaval, pois a “malvada estrangeira” poderia enlouquecê-los de amor e matá-los na teia da sedução. Seria a sedução de Colombina-Pierrot-Arlequim ? 
Fonte: registo na mente da artista.

8. Senhora Dona Sancha

Óleo s/tela/ 60x40cm
5.000,00€


"Senhora Dona Sancha" 

Senhora Dona Sancha. Ciranda infantil, programa didádico, "Guia Prático,1932, de Heitor Villa Lobos", interpretada amplamente por famosos músicos brasileiros e estrangeiros. A criança do centro reconhece um dos pares e oferece o seu lugar sendo, a última, a herdeira do rei. Letra e música de domínio público: “Senhora dona Sancha/ Coberta de ouro e prata/ Descubra seu rosto/ De quem é que se trata ?/ Que anjos são esses/ Que andam rodeando/ De noite e de dia/ Pai Nosso Ave Maria/ Somos filhos de um rei/ E netos de um visconde/ Seu rei mandou dizer/ Pra você se esconder. Espanha, Portugal, Brasil. Fonte: registo na mente da artista.

7. INDIA MANDI

Óleo s/tela/ 50x40cm
3.400,00€

"Índia MANDI na OCA"

Lenda conta que a jovem índia Mara se apaixona, em sonho, pelo belo jovem que "descia da lua" (europeu ?), com pele branca, cabelos doirados. A índia, virgem, percebe-se grávida; o jovem não aparace, nunca mais, nem nos sonhos nem "na lua". Nasce uma linda menina loira - Mandi - que, falece ainda bebê. A índia passa os dias a chorar sobre a sepultura onde enterrou Mandi dentro da Oca. As lágrimas, misturadas com o leite materno, molham a terra e abrem  uma fenda, de onde nasce uma plantinha que cresce robusta. Mara remove a terra na esperança de ver renascer sua filha. Suas mãos encontram a raíz da planta, com casca escura, polpa suculenta e branca como o leite,que servirá para  alimentar toda a nação indígena. O nome da planta: MANDI-OCA, a Mandi que foi sepultada na Oca. Texto: Fonte: registo na mente da artista. Obra ilustra livro da Fundação Solar do Rosário. 

6. BUMBA MEU BOI

Óleo s/tela/ 50x40 cm
3.400,00€

"Bumba-Meu-Boi-Bumbá"


Entre as tantas manifestações  manifestações da lenda do Bumba-meu-boi, realizadas em todo o Brasil, uma se passa em uma fazenda às margens do Rio São Francisco. Catirina, esposa do fiel empregado do fazendeiro, revela estar grávida e com desejo de comer a língua do boi mais vistoso e querido do patrão. O marido, desgostoso, mata o boi, distribui a carne para a vizinhança e oferece o requintado prato "lingua" à sua amada. O patrão entra em depressão ao perceber que o seu adorado boi sumiu. Os índios são chamados e conseguem, com sucesso, ressuscitar o boi à base de rezas e clamores. Grávida chora de remorso, marido pede perdão e todos festejam o bumba-meu-boi com a música:"O meu boi morreu/ O que será de mim / Manda buscar outro, sinhá, lá no Parintins (ou Piauí)".Fonte: registo na mente da artista.

5. GIRASSOL DA SORTE

Óleo s/Tela/ 24x18cm
450,00€

 “O Girassol da Sorte”

"Gira, Gira, confiante, / Na sorte do Girassol. / O prémio chega, brilhante, / Adornado pelo sol" - Trova de  Constância Nèry, inspiração em letra de música infantil para brincadeira do pega e larga as mãos e caem todos no chão. Recomeçam os que permanecem sem cair. Fonte: registo na mente da artista.

4. CIRANDA NA COLHEITA

Óleo s/tela/ 50x70cm
5.850,00€

"Ciranda na Colheita"

No plantio e na colheita do interior de todo o Brasil, assim como em quase todo o planeta, os colonos brasileiros de origem europeia e africana ofertavam, com cantos e danças, a  gratidão pelo sol e pela chuva amena que garantiam a plantação suculente. Homenageavam, Sta. Bárbara,  por ela impedir as tempestades, os raios e as chuvas de pedra. Roupas coloridas, cabeças enfeitadas com coroas de flores e frutas, os colonos contavam, através da fé, com excelentes colheitas. De cunho religioso-profano, são  manifestações correntes em todo o Brasil de antigamente e, ainda hoje, nas regiões longínquas. Fonte: registo na mente da artista.

3. CHIBAMBA

Óleo s/tela/ 40x30cm
2.000,00€

"Chibamba"

Origem africana. Os nativos africanos, cobertos de  folhas de bananeira, usavam máscaras assustadoras nos seus rituais de pesca, caça e mesmo religiosos-profanos. Esses costumes deram  forma ao Chibamba que, no Brasil, especialmente em Minas Gerais, era festejado nos seus terreiros. As negras, amas de leite, evocavam o Chibamba para ajudar a assustar as suas crianças  e também as crianças brancas, filhos dos seus donos, para as forçar a dormirem, obedientes e sem manhas. Fonte: livro ABC do Folclore, Rossini Tavares de Lima - Museu do Folclore - São Paulo e registo na mente da artista.

2. BATUQUE DE UMBIGADA

Óleo s/tela/ 50x40cm
3.400,00€


 “Batuque de Umbigada”

Batuque de Umbigada, dança afro-brasileira praticada nos quilombos no Brasil colônia... Nessa época, os portugueses aplicavam o termo batuque a qualquer tipo de música de percussão, ou dança praticada pela comunidade negra. Na década de 1960, o  Museu de Folclore de SPaulo, direção de Rossini Taraves de Lima e Julieta Andrade, foi abrigo e organizador de ricos eventos  de grandes grupos folclóricos de todo o Brasil que ali se apresentavam, anualmente, no mês de agosto; O casal vestido à caráter, dança com malícia, gira seis vezes e dá um forte encontro com o baixo ventre, ao som de pandeiros e atabaques. Festa popular comemora o casamenteiro Santo António, em diversas regiões do Brasil. Fonte: registo na mente da artista.

1. AS PASTORINHAS

Óleo s/tela/ 60x50cm
5.000,00€

"As pastorinhas"

Pastoril, dança e diálogo cantado, com origem nos  portugueses antigos, guardando a estrutura dos Noéis de Provença (França). Esta festa folclórica de origem portuguesa comemora o nascimento de Jesus. As Pastorinhas desfilam pelas ruas da cidade, cantam marchas em louvor ao Menino Jesus, coletam dinheiro e entregam à paróquia para distribuir para os pobres. O evento sobrevive em alguns municípios do Brasil. Representam autos, festivo teatro popular, alegre e com músicas cheias de ternura. Em Pernambuco o aparecimento vem, talvez, dos fins do século XVI, no Convento dos Franciscanos em Olinda, por iniciativa de Frei Gaspar de Santo Antônio, primeiro religioso a receber hábito no Brasil. Fonte: registo na mente da artista

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